Um aventureiro “capixaba” na África

O empresário Juarez Gustavo Pascoal Soares está rumo a mais uma de suas conquistas. Após conquistar os pontos culminantes da África (Kilimanjaro - em 2002) e das Amércias (Aconcágua - em 2004), o desafio agora é o Monte Elbrus, pico culminante da Europa. Para conhecer um pouco mais dessas e de outras emocionantes aventuras deste jovem, navegue pelas dicas do autor.

Kilimanjaro - A montanha
Planejamento
O Safari
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A MONTANHA

A África toca os céus nos 5.895 m com o Pico Uhuru, o ponto mais alto do continente Africano. Neste ponto culminante, África tropical, está coberta por um manto permanente de neve, o Monte Kilimanjaro, que ficou imortalizado na literatura e no cinema como a “Montanha das Neves Eternas”, e principalmente através dos relatos de Ernest Hemingway.

Maior montanha isolada do mundo, o Monte Kilimanjaro é, na verdade, o resultado do movimento de três vulcões, que geraram três picos distintos na mesma montanha. São eles: Shira, com 4002 metros; Mawenzi, com 5145 metros e o Uhuru, ou Kibo, com quase 6.000 metros.

Ninguém deu crédito às história dos primeiros homens que avistaram o Monte Kilimanjaro, Johann Rebmann e Johann Kraps, missionários ingleses que encontraram a montanha nevada em suas andanças na catequização de nativos, em 1848. Foi um verdadeiro alvoroço. Quando voltaram à Inglaterra, foram desacreditados pelos membros da soberana Royal Geografical Society, que não admitiam que pudesse existir neve numa montanha tão próxima da linha do Equador. Para justificar cientificamente o que Rebmann e Kraps haviam encontrado, disseram que se tratava de uma montanha de terra calcária, e a neve seria nada mais que o reflexo do sol sobre a rocha branca. A dúvida durou até 1883, quando o explorador escocês Joseph Thomson chegou próximo ao Kilimanjaro e confirmou que de fato havia gelo no topo daquela montanha.

O ponto mais alto do Kilimanjaro foi alcançado pela primeira vez em 5 de outubro de 1889, quando dois alemães, Hans Meyer e Ludwig Purtscheller, subiram a montanha rumo às geleiras, sem utilizar qualquer equipamento de escalada. Não por acaso, o Pico Uhuru significa, no dialeto Suahili, “liberdade”. Não deve haver sensação mais intensa do que esta para um conquistador que chega aos céus da África.

Esta fantástica montanha está no centro de uma das regiões mais ricas da terra. Ao seu redor estão localizados inúmeros parques onde a vida selvagem africana se apresenta de forma impressionante. O mais famoso deles é o Parque Nacional do Serengeti, localizado numa planície aparentemente sem fim, e com poucas árvores, é o lar de milhões de espécies de animais. Não menos famoso é o Ngorongoro, uma parede vulcânica com 20 km de diâmetro e 600 metros de altura. No interior, uma vida selvagem inusitada que já foi chamada de Arca de Noé ou Jardim do Éden. A Cratera do Ngorongoro é uma das regiões de clima mais instável da África. É normal acontecer momentos em que faz sol no acampamento, enquanto chove torrencialmente no seu interior.

Toda esta região é habitada pela tribo Masai, criadores de gado. Eles se consideram um povo escolhido por Deus, onde Deus criou o mundo para eles, e que os outros povos (não Masai) não tem direito a ter seu próprio gado.

PLANEJAMENTO

O Kilimanjaro, a vida selvagem abundante e o povo Masai fazem parte de um mesmo cenário e não podem ser pensados isoladamente. Qualquer projeto será incompleto se não abordar estes três componentes.

Nossa Expedição Kilimanjaro contempla esses três pontos: a escalada ao cume do Kilimanjaro, o Safari nos parques Serengeti, Ngorongoro e Lake Manyara, e a visita a tribo Masai. Essa tribo vive em torno desses parques, e a melhor forma de conhecê-los é através do contato direto, nas próprias tribos.

Existem 8 rotas que levam os aventureiros até o cume: Marangu, Machame, Umbwe, Shira, Mweka, Maua, Nanjara e Loitokitok. As três últimas raramente são usadas. As mais conhecidas são Marangu e Machame, sendo Marangu a mais fácil e com melhor estrutura. A trilha Machame é bem mais difícil, mas em compensação, é considerada a via mais bonita. Apesar do grau de dificuldade, permite uma boa aclimatação por parte dos trekkers, em função da lenta subida.

Nossa rota escolhida foi a Machame, com aproximadamente 100 km de trilha. Normalmente a escalada é feita em 6 dias, mas para uma melhor aclimatação preferimos acrescentar mais um dia.

O frio, os males da altitude e o longo caminho até o topo do Kilimanjaro, geralmente são manifestados em Kibo, que serve de acampamento base para o cume. Neste seguro abrigo, desperta para quem ainda tem forças, o último suspiro para o ataque final ao cume. No último dia de subida, entre meia-noite e uma da manhã, os trekkers acordam e iniciam os preparativos para a dura jornada. Vencer os últimos 5 quilômetros restantes para o Pico Uhuru é uma tarefa difícil e superada por poucos. A recompensa é que quanto mais alto mais espetacular é a vista. O nascer do sol por trás do Pico Mawenzi é um prêmio para poucos e visível por mais de 10 quilômetros da trilha.

A temperatura neste ponto pode chegar aos 20º graus negativos, dependendo da época do ano. As cinco horas de trilha para o Gillman’s point, a 5685m de altitude, é acompanhada de muita escuridão e subidas íngremes e penosas. Fatigados fisicamente e mentalmente, os aventureiros tem a difícil decisão: continuar subindo ou desistir e retornar a base de acampamento de Kibo. O pico tão desejado “Uhuru” está a frente, apenas 2 quilômetros e 210 metros de altitude, mas neste momento parece uma eternidade.

Continuar a aventura significa contar passo a passo, um após o outro. O cansaço se faz presente e agora é parte integrante dos aventureiros. Chegar ao Pico Uhuru e observar os outros cumes do Kilimanjaro se traduz num prazer inigualável. Essa é a nossa meta e será nosso merecido prêmio.

SAFARI

Para o Safari programamos 4 dias. Ao contrário dos parques da África do Sul, que apresentam uma boa infra-estrutura, os parques da Tanzânia são mais selvagens e ricos em variedade de animais e beleza natural. Os Safaris serão realizados em veículos 4x4, com pernoites em áreas de camping dentro dos próprios parques.

A porta de entrada para o Monte Kilimanjaro é a cidade de Moshi, na Tanzânia, a 580 km da capital Dar e Salaam. Entretanto, a melhor forma de se chegar a Moshi é via Nairobi, no Quênia. De Nairobi até Moshi são seis horas de ônibus pelas precárias estradas do interior do Quênia e Tanzânia.

A contratação de um guia local é obrigatória nos parques, no Kilimanjaro e nos Safaris.

As duas expedições já foram concluidas com sucesso. Atualmente o empresário está captando novos patrocinadores interessados no belo desafio do Monte Elbrus. Interessados favor entrar em contato.

Rota do kilimanjaro - Clique para ampliar Clique na imagem para ampliar

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