MACHU-PICCHU

Partimos em direção a Lima. Era final de abril e o inverno se aproximava. A chegada no aeroporto de Lima foi marcada por agitação e gritaria, o que nos deixou um pouco apreensivos. Fomos direto ao balcão das companhias aéreas locais, comprar o bilhete para Cusco com antecedência. Na confusão, optamos pela Aero Peru, que tinha um horário mais adequado, mas não o melhor preço. Tudo certo, nosso próximo passo era chegar ao hotel Pilar, em Miraflores (região litorânea da capital). A oferta de táxi no aeroporto é enorme. Dizem que todo carro que não é Van em Lima, é taxi. E você pode crer. Pegamos um taxi que nos cobrou US$ 20 até Miraflores. Mais tarde descobrimos que por NS 10,00 (dez nuevos solos) qualquer taxi nos levaria. Tudo bem, nem tudo é perfeito. Após a acomodação no hotel saímos para conhecer o litoral, numa caminhada de 10 minutos, onde almoçamos no shopping Largomar. Nas ruas, inúmeros cambistas com cotações diferentes. Preferimos sacar direto no banco com o cartão.

Na manhã seguinte fomos ao sítio arqueológico de Huallamarca, próximo a Miraflores. Logo após fomos visitar o belíssimo centro histórico de Lima, com destaque para a arquitetura de suas construções. A principal praça turística é a Plaza de Armas, com a bela Catedral, Palácio Arzobispal, Palácio do Governo, Igreja de São Francisco, entre outras. Outros destaques são o bairro boêmio do Barranco (com o ônibus elétrico), Miraflores e San Isidro. Da Plaza de Armas pegamos uma excursão para Morro de San Cristóban, de onde se tem uma bela vista da cidade e de seus municípios.

No terceiro dia pela manhã rumamos com destino a Cusco. O objetivo era conhecer o sitio arqueológico de Machu-Picchu. No aeroporto de Lima fomos abordados por um guia que nos indicou uma pessoa em Cusco que nos pegaria no aeroporto e nos levaria ao hotel que escolhêssemos. E realmente lá estava ela, a nossa guia cusqueña, que nos levou a um bom hotel. Na recepção provamos o famoso chá de coca, para ajudar na aclimatação. Para aproveitar ao máximo nossa breve estada em Cusco, negociamos todos os passeios até La Paz. Foi uma negociação longa, mas compensadora. Conhecemos Cusco e seu riquíssimo entorno com maravilhosas ruínas, sítios arqueológicos, Igrejas, Museus e muito mais. Cusco é uma cidade muito bonita freqüentada por jovens de todas as partes do mundo. A Plaza de Armas, no centro da cidade, reúne os principais atrativos e as principais agências de receptivo. A noite no entorno, encontramos restaurantes com comidas típicas e bar com música ao vivo que entretém os visitantes.

Nosso próximo desafio era o famoso sítio arqueológico de Machu-Picchu. Antigo vilarejo Inca datado de 1.300 D.C. O trajeto de Trem de Cusco a Machu-Picchu é de 4 horas (cada trecho). É cansativo para um dia de passeio, mas com um guia, dá para conhecer todo sítio arqueológico. Para aqueles que dispõe de mais tempo, aconselho a pernoitar em Águas Calientes, pequeno vilarejo famoso pela piscinas naturais de águas quentes, localizado no pé da montanha que dá acesso a Machu-Picchu. Para os aventureiros que desejam fazer o caminho Inca, a dica é saltar na parada do trem no Km 88, entre Cusco e Águas Calientes. A trilha Inca tem duração de 3 a 4 dias (acampado) e o passeio pode ser agendado nas agências localizado na Plaza de Armas.

Machu-Picchu
Após nossa aventura de três dias em Cusco, pegamos um ônibus tipo excursão em direção a Puno. Lá fizemos um belo passeio pelo Lago Titicaca, na interessantíssima Ilhas de Uros (ilhas flutuantes) e na ilha Taquile (não tão atraente quanto a primeira). Em Puno tivemos problema com altitude (enjôo, muita dor de cabeça e febre).

Ainda de ônibus, fomos para La Paz. Na chegada recorremos a um hotel indicado por nosso guia em Puno, bem no centro da cidade, próximo as ruas comerciais. Lá consultamos agências de receptivo locais para realizar as excursões. Nosso interesse era conhecer as ruínas pré-incas de Tiwanaku e o Salar de Uyuni. Tiwanaku está localizada à 72 km de La Paz (1:30 h de ônibus). É um museu à céu aberto, datado de 700 D.C, com vários atrativos, entre eles a Porta do Sol.

Tiwanaku
Para o Salar de Uyuni concluímos (após muita pesquisa) que sairia mais barato ir de ônibus até Uyuni, e lá contratar a excursão para o Salar. Realmente ficou bem mais em conta. Em Uyuni a oferta de agências de turismo oferecendo o passeio são tantas que optamos pela que nos "prometeu" um algo mais. Porém, como o guia nos alertou, não ficaríamos 100% satisfeitos. É verdade! A beleza e a surpresa do Salar é indescritível, como a ilha do Pescado, os vilarejos, as múmias, os vulcões, as lagunas (verde, azul, colorada, vermelha, etc..), a árvore de Pedra, o Gêiser, entre outras maravilhas. Porém a baixa temperatura ao anoitecer, a acomodação simples, a falta de estrutura e o grande cansaço de três dias de excursão, contrapõe com tudo o que é oferecido. Esse passeio é para quem gosta de aventura mesmo!

Salar

Isla del Pescado

Árvore de Pedra
Finalmente em São Pedro de Atacama, no Chile, foi a nossa primeira parada para um merecido descanso. Um verdadeiro banho quente e um bom almoço nos fez perceber o quanto é bom estar de novo na civilização. Porém este conforto tem um preço, e de certo modo, caro. O Chile é um país evoluído, principalmente as cidades mais afastadas do Perú, como Calama e Iquique. Nesta última alugamos um táxi que por 2.000 pesos chilenos nos mostrou, num dia inteiro, todo o deserto de Atacama, incluindo fábricas - museus de salitre, oásis e hieróglifos.

Após apreciar um dos desertos mais famosos da América Latina, fomos para Arica. A medida que nos aproximávamos do Perú, surgiam índios que nos abordavam com a frase: "ei, amigos, compra, compra". Que evolução!

A paisagem é bem interessante e totalmente atípica da que encontramos no Brasil.

De volta a Lima, nos hospedamos no mesmo hotel que nos favoreceu com um desconto ainda maior que tivemos na chegada. No dia seguinte retornamos ao nosso maravilhoso Brasil.



Voltar