Um olhar feminino sobre Machu Picchu

Nosso sonho era conhecer as terras Incas, e com elas descobrir os mistérios de Machu-Picchu. Depois de muita programação e estudo da região, partimos em abril de 2004 com destino a La Paz. Nosso roteiro seria de La Paz (Bolívia) a Lima (Peru). Chegamos a La Paz por volta das 13:30h. Estávamos bastante ansiosas e um pouco apreensivas, pois decidimos fechar o hotel no local. Levamos algumas dicas do Brasil, mas queríamos mesmo era um pouco de aventura. Logo na saída do aeroporto um guia nos abordou e nos ajudou a encontrar um hotel. Achamos um com localização central. Aproveitamos o resto da tarde para conhecer o centro da cidade (Mercado das Bruxas, Catedral de São Francisco, Praça Murillo e outros atrativos). Na manhã seguinte partimos em direção ao monte Chacaltaya, uma estação de esqui a 5.300 m de altitude.


Chacaltaya

O lugar é maravilhoso e a paisagem no caminho até o topo do Chacaltaya, deslumbrante. À medida que nos aproximávamos do topo o ar ficava cada vez mais rarefeito. Não tinha chá de coca que amenizasse o efeito da altitude. Era difícil até para dar um passo. Mas todo este esforço foi recompensado com o belo visual do altiplano boliviano. São cadeias de montanhas nevadas, rodeando e compondo este belo cenário. Ah, esta foi a primeira vez em que vimos neve. Emoção!!! Agora vai uma dica: Para quem deseja esquiar, a época certa é o inverno, pois nesta época a estação só está aberta para visitação.


Chacaltaya

O pacote que nós fechamos também incluía o Vale da Lua, que é um parque que tem formações geológicas, que lembra uma paisagem lunar, formada pelo efeito dos ventos nas rochas. Vale a pena visitar!


Vale da Lua

De volta ao centro, ainda arranjamos disposição para passear na Praça Murillo, no centro da cidade, onde ficam o Palácio do Governo, o Congresso Nacional e a Catedral Metropolitana.


Praça

No 3º dia fomos conhecer um pouco mais da cultura e da civilização pré-Inca, as ruínas de Tiwanaku. É um verdadeiro museu a céu aberto, datado de 700 D.C, com vários atrativos e muita história. Não deixe de visitar! Depois seguimos viagem para Copacabana, uma cidade localizada às margens do Lago Titicaca. Parece um Oásis no meio de um deserto. De lá partem os passeios de barco para as ilhas do lago. Escolhemos um passeio à belíssima Ilha do Sol, uma das mais bonita que visitamos. Optamos pelo passeio mais curto, de apenas 4h e nos arrependemos muito, pois a ilha é grande e com o tempo que tivemos, não conseguimos ver todas as belezas que a região oferece. De tarde cruzamos a fronteira com o Peru e chegamos a Puno, que também fica às margens do Lago Titicaca. No 5° dia saímos para um outro passeio pelo Lago, para conhecer as famosas ilhas flutuantes de Urus. É realmente impressionante! São aldeias flutuantes formadas pelo conjunto de 40 pequenas ilhotas de "totoras", constituídas de palha de folha seca. De lá seguimos para a Ilha de Amantani, onde passamos a noite. A ilha é bem rústica e não tem muita infra-estrutura. Nos hospedamos na casa de nativos que nos receberam com muito carinho. À noite nos vestimos com roupas típicas da região e dançamos ao som de uma banda local numa festa oferecida aos turistas. No dia seguinte visitamos a ilha de Taquile e retornamos a Puno, onde na mesma noite pegamos um ônibus para Cusco.


Ilha de Uros


Festa na Ilha de Uros

Cuzco seria nossa base pelos próximos dias para conhecer Machu-Picchu e a saída da trilha Inca. Em Cuzco visitamos alguns museus e igrejas, fizemos city tour e o passeio ao Vale Sagrado, que é muito legal! Cusco é pequena e aconchegante cidade turística com muita vida. É cheia de opções turísticas, e lotada de jovens mochileiros do mundo inteiro! Em volta da Praça das Armas existem alguns PUB's onde os turistas podem "bailar" em happy hours que começam as 15hs.


Cuzco

No 11° dia de viagem, aceitamos a sugestão de guias locais e pegamos o primeiro trem para Águas Calientes, que é a vila localizada no pé do morro onde fica Machu Picchu. O lugar não é muito bonito, e também não tem muitas opões e o que fazer. Seria melhor ter pego o trem que sai de Cusco à tarde. Mas com certeza valeu a pena pernoitar lá, pois no dia seguinte chegamos a Machu Picchu antes das 7hs da manhã. Com tempo de sobra, conseguimos visitar as ruínas com calma, subir até o Portal do Sol e escalar Waynapicchu (aquela montanha que aparece ao fundo de praticamente todas as fotos de Machu Picchu). A subida é bem cansativa, mas a vista compensa o esforço. Outra vantagem de chegar cedo a Machu Picchu é a paz em que se encontra o lugar. Quando o trem chega, por volta das 11:00 h, as ruínas ficam lotadas de turistas, o que quebra um pouco do clima misterioso da região. Dica: Aqueles que desejam fazer a Trilha Inca devem fazer reserva com uma certa antecedência. O governo peruano agora limitou o número de turistas que podem fazer a trilha por dia, e têm feito um controle rigoroso em cima disso.



Machu-Picchu

Planejamos terminar a viagem em Lima, mas mudamos de idéia e resolvemos conhecer Arequipa. No primeiro dia andamos bastante para conhecer a cidade, que é bastante aconchegante! No dia seguinte pegamos uma excursão para o "Cânion Del Colca". O caminho é muito bonito, a paisagem é desértica e bem diferente do que tínhamos visto até então. À tardinha tomamos banho nas piscinas térmicas de águas vulcânicas na cidade de Chivay, onde pernoitamos. Fomos jantar em um restaurante onde assistimos a apresentações de danças típicas e dançamos muito. Na manhã seguinte, bem cedo fomos ao Cânion para esperar o famoso vôo do Condor, mas ele não colaborou muito! Ele apareceu algumas vezes, mas de muito longe. Nem podíamos afirmar com certeza se era mesmo. A volta do passeio foi muito cansativa, pois a viagem é longa e já não tinha mais nenhuma novidade.



O condor

Finalmente chegamos em Lima para a conexão para o Brasil. Estamos embarcando, já cheias de saudades e trazendo na memória lembranças realmente inesquecíveis. Boa Viagem!

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